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Escleroterapia com Espuma de Polidocanol

Tratamento minimamente invasivo de varizes em consultório

O que é a Escleroterapia com Espuma de Polidocanol?

 

A escleroterapia é um dos procedimentos mais realizados pelo cirurgião vascular em consultório. Consiste na injeção de uma substância esclerosante — o polidocanol — diretamente dentro da veia doente. O polidocanol é um detergente médico que, quando injetado, causa um dano controlado ao endotélio (a camada mais interna da veia, em contato direto com o sangue).

O polidocanol é transformado em espuma antes da injeção. O preparo é feito conectando duas seringas através de uma torneirinha: uma contém o medicamento líquido, a outra contém ar. A mistura rápida entre as duas seringas produz a espuma, que tem maior tempo de contato com a parede da veia do que o líquido puro, aumentando a eficácia do tratamento.

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A concentração do polidocanol utilizado para confeccionar a espuma varia conforme o calibre da veia: vasos pequenos recebem concentrações baixas (0,25–0,5%), enquanto veias maiores, como a safena, requerem concentrações mais altas 1 a 3%). Quanto maior a veia, maior a camada de endotélio a ser tratada e, portanto, maior a potência necessária.

Para quem é indicado?

 

A escleroterapia com espuma pode ser utilizada em veias de diversos calibres:

  • Telangiectasias (vasinhos vermelhos e roxos menores que 1mm)

  • Microvarizes (varizes pequenas de até 3mm de diâmetro)

  • Varizes de médio e grosso calibre

  • Veias safenas insuficientes (resultados inferiores à termoablação com laser ou rediofrequência, nesse caso)

  • Varizes residuais após cirurgia ou termoablação com laser

  • Varizes recidivantes (que reapareceram após tratamento anterior)

Quais as vantagens do tratamento com a espuma?

 

A escleroterapia com espuma apresenta diversas vantagens:

  • Sem anestesia: o procedimento é realizado com punção por agulha fina, sem necessidade de anestesia local ou geral

  • Sem internação: realizado inteiramente em consultório

  • Minimamente invasivo: nenhum corte, nenhuma cicatriz; apenas punção com agulha

  • Recuperação rápida: retorno às atividades no mesmo dia

  • Repetível: se necessário, pode ser refeito sem complicação adicional

  • Acessível a pacientes de risco: idade avançada, doenças cardíacas, renais ou hepáticas associadas

  • Bom custo-benefício : geralmente é um procedimento com custo financeiro muito inferior aos tratamentos cirúrgicos e com laser. 

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Como funciona a sessão?

 

1. Mapeamento vascular: Com auxílio de realidade aumentada (VeinViewer) e ultrassonografia, a médica identifica exatamente quais veias estão insuficientes e definir a estratégia de tratamento

2. Preparo da espuma: o polidocanol líquido é transformado em espuma utilizando duas seringas e uma torneirinha. A concentração é ajustada conforme o calibre da veia

 

3. Resfriamento da pele: Um jato de ar gelado (-20 a -30°C) é aplicado continuamente sobre a área de tratamento, reduzindo significativamente a sensação dolorosa. Não há necessidade de anestesia.

 

4. Aplicação da Espuma: Com visualização em tempo real pelo ultrassom ou pela realidade aumentada , a espuma é injetada diretamente na veia doente. O ultrassom permite encontrar veias não visíveis na superfície da pele e  confirmar que a espuma está preenchendo adequadamente o vaso. Já a realidade aumentada é utilizada para auxiliar a punção das veias mais superficiais. 

5. Compressão: Algodão, curativos adesivos e meia elástica de compressão (20–30mmHg) são aplicados sobre a área tratada. A compressão reduz hematomas e diminui o risco de manchas.

6. Deambulação: A paciente é orientada a caminhar imediatamente após o procedimento. A movimentação é importante para a segurança.

A sessão tem duração média de 60 minutos e é realizada na própria clínica em todos os dias e horários de atendimento, de acordo com a disponibilidade de agenda. 

Quando os vasos desaparecem após o tratamento?

 

O resultado da escleroterapia com espuma de polidocanol não é imediato.

Após a injeção, o polidocanol destrói o endotélio da veia, que é a camada mais interna do vaso. O organismo detecta esse dano e inicia uma resposta inflamatória controlada.

Mediadores inflamatórios são liberados no local, macrófagos (células do sistema imunológico) são mobilizados e começam a fagocitar ("comer") as células mortas da parede do vaso. Ao longo de dias a semanas, a veia tratada é progressivamente absorvida e eliminada pelo organismo.

Esse é o mesmo mecanismo biológico que ocorre após o laser e a radiofrequência: o sistema imunológico faz o trabalho final de remoção. A diferença é que, no caso da espuma, o dano inicial é químico (e não térmico).

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Como é a recuperação e quais os cuidados pós-sessão?

 

Uma das principais vantagens com a espuma de polidocanol é a recuperação imediata. A paciente sai da sessão caminhando normalmente e não precisa de repouso.

 

Atividade física leve (caminhada): liberada imediatamente após a sessão.

 

Atividade física intensa (academia, corrida): aguardar a retirada dos curativos compressivos (6 a 48 horas, dependendo do tamanho das veias tratadas)

 

Meia elástica: uso recomendado por 21 dias após a sessão (20–30mmHg). Estudos mostram que o uso de meia elástica por 3 semanas adicionais reduz significativamente a de manchas de pele. (Nootheti et al., 2009)

 

Exposição solar: evitar sol direto na área tratada enquanto houver equimose (roxo). A hemossiderina não é melanina, portanto o sol não causa manchas permanentes, mas a cautela é recomendada durante a fase inflamatória.

Qual a quantidade indicada de sessões?

 

O número de sessões varia conforme a extensão e quantidade de vasos. O polidocanol, como qualquer medicamento, possui uma dose máxima recomendada para uso. O recomendado é utilizar até 10 ml da espuma por procedimento por dia com o objetivo de diminuir a probabilidade de complicações. (Smith PC, 2008)

Por conta disso, geralmente são necessárias várias sessões para que a espuma seja aplicada em todas as veias insuficentes. 

Quais os possíveis efeitos adversos e complicações?

 

Todo procedimento médico pode apresentar efeitos adversos, e é importante que a paciente esteja informada.

A escleroterapia com espuma para varizes dói?

 

A dor é mínima graças ao resfriamento contínuo da pele durante todo o procedimento. A maioria das pacientes descreve a sensação como pequenas "picadinhas" toleráveis. Não é necessária anestesia. Para pacientes com alta sensibilidade, a clínica oferece sedação consciente com óxido nitroso como opção.

 

O tratamento com espuma para varizes deixa manchas?

 

Manchas escurecidas (hiperpigmentação) podem ocorrer em até 30% dos casos. São causadas por depósito de hemossiderina (pigmento de ferro do sangue) ou por resposta inflamatória da pele.

 

A boa notícia: 80% das manchas desaparecem espontaneamente em 6 a 24 meses. A drenagem de coágulos 1 a 3 semanas após a sessão reduz significativamente essa incidência.

 

Para peles com tendência a manchar, a preferência é usar glicose como esclerosante principal e potência menor no laser.

 

As varizes podem voltar?

 

Vasinhos e varizes têm componente genético importante (até 90% de chance se ambos os pais têm varizes) e por enquanto ainda não possui nenhum tratamento curtaivo.

 

Isso significa que novos vasinhos podem surgir ao longo da vida, independentemente do tratamento realizado. O tratamento resolve os vasinhos existentes e previne complicações, mas não altera a predisposição genética. Sessões de manutenção periódicas são recomendadas.

 

A espuma de polidocanol é um bom tratamento para a veia safena?

 

O CLaCS trata vasos de até aproximadamente 3mm. Varizes maiores requerem outras técnicas, como termoablação com laser endovenoso ou microflebectomia.

 

É fundamental realizar mapeamento vascular com Doppler antes de iniciar qualquer tratamento, para definir a estratégia correta. Em muitos casos, o tratamento é combinado: primeiro resolve-se as varizes maiores, depois as varizes menores e os vasinhos com CLaCS.

Sobre a autora

 

Dra. Juliana Puggina é médica cirurgiã vascular. 

 

Formada em Medicina pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com residência médica em Cirurgia Vascular e Doutorado em Ciências (Ph.D.) pela Universidade de São Paulo (USP).

 

Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular e da American Vein & Lymphatic Society.

 

Membro do corpo clínico dos principais hospitais de São Paulo como Hospital Albert Einstein, Hospital Sírio Libanês e Hospital Vila Nova Star.

Palestrante em centenas de congressos e eventos nacionais e internacionais

Diretora Científica do Instituto Circular que forma médicos cirurgiões vasculares do mudo todo, que buscam excelência no tratamento das veias. 

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