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Laser Transdérmico e CLaCS

Tratamento avançado de vasinhos e microvarizes sem cirurgia

O que é o Laser Transdérmico?

 

O laser transdérmico (também chamado de transcutaneo) é uma tecnologia que aplica energia luminosa por fora da pele, sem nenhum tipo de perfuração. O feixe de laser atravessa a epiderme e atinge especificamente os vasos sanguíneos localizados na derme, a uma profundidade de até 4–5mm.

O tipo de laser utilizado para o tratamento de vasos é o ND-YAG com comprimento de onda de 1064 nanômetros, na faixa do infravermelho (invisível ao olho humano).

 

Essa frequência tem afinidade específica pela hemoglobina — o pigmento vermelho do sangue. Isso significa que o laser queima o vaso sanguíneo sem danificar os tecidos ao redor. Para vasos extremamente superficiais e finos, pode-se utilizar também o laser verde (KTP 532nm), que tem menor profundidade de penetração, mas maior precisão para telangiectasias muito pequenas.​

laser para varizes e vasinhos.jpg

O que é o CLaCS?

 

CLaCS é a sigla para Cryo-Laser and Cryo-Sclerotherapy. É uma técnica combinada que une três elementos em uma única sessão:

  • Cryo (Resfriamento) - Jato de ar gelado (-20 a -30°C) sobre a pele que reduz a dor durante o procedimento; dispensando anestesia e aumenta a segurança, pois diminui a chance de queimaduras na superfície da pele.

  • Laser ND-YAG 1064nm - Energia luminosa que queima a parede do vaso por fora da pele. Causa dano térmico seletivo ao vaso pois tem afinidade pela hemoglobina (pigmento vermelho do sangue).

  • Escleroterapia- Injeção de substância esclerosante (glicose + polidocanol) que causa dano químico complementar potencializando  o resultado do laser.

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A combinação das três técnicas produz resultados superiores a qualquer uma delas aplicada isoladamente.

 

O laser elimina o pigmento e causa dano térmico; a escleroterapia fecha o vaso por dentro; o resfriamento garante conforto e segurança durante todo o processo.

Para quem é indicado?

 

O laser transdérmico e o CLaCS são indicados para o tratamento de:

  • Telangiectasias (vasinhos vermelhos e roxos menores que 1mm)

  • Microvarizes (varizes pequenas de até 3mm de diâmetro)

  • Vasinhos nas pernas, coxas, tornozelos e pés

  • Vasinhos no rosto (asa nasal, têmporas, testa, pálpebras) — neste caso, exclusivamente com laser, sem escleroterapia

  • Vasinhos nas mãos e no corpo

  • Corona flebéctásica (vasinhos no pé, que podem indicar insuficiência venosa mais avançada)

Importante: Antes de tratar os vasinhos superficiais, é fundamental investigar se existem veias maiores (nutrizes) insuficientes por trás deles. O princípio do tratamento venoso é sempre "de dentro para fora" — tratar primeiro as veias maiores e depois os vasinhos. Ignorar essa etapa pode causar matting (proliferação de novos vasinhos na região tratada) ou resultado insatisfatório.

Como funciona a sessão?

 

1.Mapeamento vascular: Com auxílio de realidade aumentada (VeinViewer) e ultrassonografia, a médica identifica e mapeia todos os vasos a serem tratados, incluindo veias nutrizes.

 

2.Resfriamento da pele: Um jato de ar gelado (-20 a -30°C) é aplicado continuamente sobre a área de tratamento, reduzindo significativamente a sensação dolorosa e aumenta a segurança. Não há necessidade de anestesia.

 

3.Aplicação do laser: O laser ND-YAG 1064nm é disparado sobre os vasos, penetrando até 4–5mm na pele. A energia é absorvida pela hemoglobina do sangue, causando dano térmico seletivo à parede do vaso.

 

4.Escleroterapia complementar: Logo após o laser, uma solução esclerosante (combinação de glicose + polidocanol) é injetada nos vasos tratados com agulha ultrafina (30G). A glicose garante segurança; o polidocanol aumenta a potência.

 

5.Compressão: Algodão e meia elástica de compressão (20–30mmHg) são aplicados sobre a área tratada. A compressão reduz hematomas e diminui o risco de manchas.

A sessão tem duração média de 60 minutos e é realizada na própria clínica em todos os dias e horários de atendimento, de acordo com a disponibilidade de agenda. 

Quando os vasos desaparecem após o tratamento?

 

O resultado do laser transdérmico e do CLaCS não é imediato.

 

Tanto o dano térmico (laser) quanto o dano químico (escleroterapia) iniciam um processo biológico que leva dias a semanas para se completar: o organismo detecta as células danificadas na parede do vaso e libera mediadores inflamatórios.

 

Esses mediadores atraem células do sistema imunológico chamadas macrófagos que, literalmente, "comem" (fagocitam) as células mortas. Assim, o vaso é progressivamente eliminado, sendo que o tempo para que isso ocorra depende principal ente do tamanho do vaso.

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Como é a recuperação e quais os cuidados pós-sessão?

 

Uma das principais vantagens do tratamento com laser é a recuperação praticamente imediata. A paciente sai da sessão caminhando normalmente e não precisa de repouso.

 

Atividade física leve (caminhada): liberada imediatamente após a sessão.

 

Atividade física intensa (academia, corrida): aguardar 4 a 6 horas para evitar hematomas.

 

Meia elástica: uso recomendado por 21 dias após a sessão (20–30mmHg). Estudos mostram que o uso de meia elástica por 3 semanas adicionais reduz significativamente a de manchas de pele (Nootheti et al.Dermatol Surg. 2009;35:53-58.)

 

Exposição solar: evitar sol direto na área tratada enquanto houver equimose (roxo). A hemossiderina não é melanina, portanto o sol não causa manchas permanentes, mas a cautela é recomendada durante a fase inflamatória.

Qual a quantidade indicada de sessões?

 

O número de sessões varia conforme a extensão e quantidade de vasos. Na maioria dos casos, 3 a 6 sessões são suficientes para resultados significativos.

Em um estudo científico publicado em 2024, o CLaCS alcançou eliminação completa dos vasinhos em 64,6% das pacientes após a 1ª sessão, 86,2% após a 2ª e 100% após a 3ª sessão, com taxas significativamente menores de pigmentação e complicações em comparação à escleroterapia convencional com polidocanol (Nasser MM et al J Vasc Surg Venous Lymphat Disord. 2024;12:101874).

Quais os possíveis efeitos adversos e complicações?

 

Todo procedimento médico pode apresentar efeitos adversos, e é importante que a paciente esteja informada.

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Tratamento de vasinhos no rostoO laser transdérmico ND-YAG 1064nm também é o tratamento de eleição para vasinhos na face: asa nasal, têmporas, testa, pálpebras e região do queixo.Por que não se usa escleroterapia na face? A injeção de esclerosante na face traz dois riscos específicos: (1) necrose da cartilagem da asa nasal, cuja proximidade com a pele é mínima; e (2) trombose intracraniana, pois as veias da face drenam para vasos profundos da cabeça. Embora raros, esses riscos são graves e justificam o uso exclusivo do laser nessa região.Na JP Vascular, o procedimento facial é realizado com protetor ocular de metal obrigatório e dura aproximadamente 30 minutos por região.

 

Laser transdérmico vs. escleroterapia isoladaAmbas as técnicas funcionam para o tratamento de vasinhos. Cada uma tem vantagens específicas:CritérioLaser transdérmicoEscleroterapia isoladaManchas pós-tratamentoMenor incidência (0–70% conforme estudo)Maior incidência (39–68% conforme estudo)Vasos muito finosExcelente (laser verde 532nm para vasos mínimos)Dificuldade de puncionar vasos < 0,5mmFaceÚnica opção seguraContraindicada (risco neurológico)Resultado combinadoCLaCS (laser + esclero) = resultado superiorBom, porém inferior ao CLaCS

 

Tecnologia utilizada na JP VascularA clínica conta com equipamentos de última geração para a realização do CLaCS:•Laser Zye (ND-YAG 1064nm): equipamento de alta potência para tratamento transdérmico de vasinhos e microvarizes•VeinViewer (realidade aumentada): projeta o mapa das veias sobre a pele em tempo real, permitindo visualização precisa de veias nutrizes invisíveis a olho nu•Ultrassom Sonosite: ultrassonografia de alta resolução para mapeamento vascular completo antes e após o procedimento•Resfriador de pele: sistema de ar gelado (-20 a -30°C) que garante conforto durante toda a sessão

 

O CLaCS dói?A dor é mínima graças ao resfriamento contínuo da pele durante todo o procedimento. A maioria das pacientes descreve a sensação como pequenas "picadinhas" toleráveis. Não é necessária anestesia. Para pacientes com alta sensibilidade, a clínica oferece sedação consciente com óxido nitroso como opção.

 

O tratamento deixa manchas?Manchas escurecidas (hiperpigmentação) podem ocorrer em até 30% dos casos. São causadas por depósito de hemossiderina (pigmento de ferro do sangue) ou por resposta inflamatória da pele. A boa notícia: 80% das manchas desaparecem espontaneamente em 6 a 24 meses. A drenagem de coágulos 1 a 3 semanas após a sessão reduz significativamente essa incidência. Para peles com tendência a manchar, a preferência é usar glicose como esclerosante principal e potência menor no laser.

 

Os vasinhos podem voltar?Vasinhos e varizes têm componente genético importante (até 90% de chance se ambos os pais têm varizes). Isso significa que novos vasinhos podem surgir ao longo da vida, independentemente do tratamento realizado. O tratamento resolve os vasinhos existentes e previne complicações, mas não altera a predisposição genética. Sessões de manutenção periódicas são normais e recomendadas.

 

Posso fazer CLaCS se tenho varizes grossas?O CLaCS trata vasos de até aproximadamente 3mm. Varizes maiores requerem outras técnicas, como termoablação com laser endovenoso ou microflebectomia. É fundamental realizar mapeamento vascular com Doppler antes de iniciar qualquer tratamento, para definir a estratégia correta. Em muitos casos, o tratamento é combinado: primeiro resolve-se as varizes maiores, depois os vasinhos com CLaCS

 

Laser para vasinhos no rosto funciona?Sim. O laser transdérmico ND-YAG 1064nm é o tratamento padrão para vasinhos faciais, incluindo asa nasal, têmporas e pálpebras. Escleroterapia é contraindicada na face devido ao risco de necrose da cartilagem nasal e, embora rara, trombose intracraniana. O procedimento é feito com protetor ocular de metal e dura cerca de 30 minutos por região.

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