Laser para vasinhos e veias do rosto
Tratamento dos vasos da face com laser — a via segura, sem injeção e sem cortes.
Os vasinhos faciais — tecnicamente chamados de telangiectasias — são pequenas veias permanentemente dilatados que se tornam visíveis na pele, como linhas vermelhas, roxas ou azuladas. Aparecem com mais frequência no nariz, nas bochechas, na testa e nas laterais do rosto. Diferentemente das varizes das pernas, os vasinhos da face são um problema principalmente estético e, em geral, não causam sintomas.
Já as veias reticulares da face são vasos de maior calibre e cor azulada, mais salientes, como as veias supraorbitárias e supratrocleares (na testa) e as veias temporais (na têmpora), que tendem a ficar mais evidentes com o passar dos anos.
O que é o Laser Transdérmico?
O laser transdérmico (também chamado de transcutaneo) é uma tecnologia que aplica energia luminosa por fora da pele, sem nenhum tipo de perfuração. O feixe de laser atravessa a epiderme e atinge especificamente os vasos sanguíneos localizados na derme.
A luz do laser tem afinidade específica pela hemoglobina — o pigmento vermelho do sangue.
Isso significa que o laser queima o vaso sanguíneo sem danificar os tecidos ao redor.

Qual laser é usado?
A escolha do laser depende do tipo de vaso e do tom de pele.
Para vasinhos faciais finos e avermelhados, lasers como o KTP 532 nm e o laser de corante pulsado (PDL) são muito eficazes.
Já o Nd:YAG 1064 nm, por penetrar mais, é eficaz tanto para os vasos maiscalibrosos ou profundos — como as veias supraorbitárias, supratrocleares e temporais —quanto para os vasos vermelhos e superficiais. Ele também pode ser usado com segurançaem peles mais escuras, sendo o laser mais indicado nesses casos.
Por reunir excelente eficácia e maior segurança contra complicações, a Dra. Juliana elegeu o laser Nd:YAG 1064 nm de pulso longo para o tratamento dos vasinhos e das veias da face edo nariz. A plataforma utilizada na clínica é o Zye, da Vydence, com ponteira de fibra óptica e ponta de safira resfriada, que traz mais conforto e proteção à pele durante a aplicação.
Para quem é indicado?
O laser transdérmico são indicados para o tratamento de:
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Telangiectasias (vasinhos vermelhos e roxos menores que 1mm) no nariz, queixo e bochechas
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Veias reticulares saltadas na testa e têmporas
Por que o laser é melhor que a injeção (escleroterapia) na face?
A pele facial é delicada e há estruturas importantes por perto que tornam a escleroterapia (injeção de medicamento dentro da veia) perigosa nessa região.
Na asa do nariz, a cartilagem fica muito próxima da pele: injetar esclerosante ali pode danificá-la, causando necrose (morte do tecido) e deformidade.
Além disso, várias veias do rosto — angular, nasais externas, supratroclear e supraorbital — convergem para a veia facial e, por não terem válvulas, comunicam-se com o seio cavernoso, dentro do crânio, através da veia oftálmica superior e do plexo pterigóideo. É o chamado “triângulo de perigo da face”: se o esclerosante atingir essas veias, há um risco pequeno, mas real, de trombose intracraniana — uma complicação rara e gravíssima. Por essas razões, o tratamento padrão-ouro para os vasinhos faciais é o laser, e não a injeção. Nas pernas, a escolha entre laser e escleroterapia segue outra lógica
Como funciona a sessão?
1. Mapeamento vascular: Com auxílio de realidade aumentada (VeinViewer) e ultrassom Doppler, a médica identifica e mapeia todos os vasos a serem tratados, além de estruturas próximas que devem ser preservadas, como a artéria temporal.
2. Preparo da pele e proteção: limpeza do rosto com solução micelar para remoção de impurezas e maquiagem, além de colocação de protetor ocular de metal obrigatório.
3. Anestesia local: geralmente o procedimento é feito sem anestesia ou apenas com anestésico tópico (creme). O laser causa um incômodo leve, como uma “queimadinha”, mas tolerável.
4. Resfriamento da pele: Um jato de ar gelado (-20 a -30°C) é aplicado continuamente sobre a área de tratamento, reduzindo significativamente a sensação dolorosa e aumenta a segurança. Não há necessidade de anestesia.
5. Aplicação do laser: O laser ND-YAG 1064nm é disparado sobre os vasos, penetrando até 4–5mm na pele. A energia é absorvida pela hemoglobina do sangue, causando dano térmico seletivo à parede do vaso.
6. Proteção da pele Logo após o laser, um creme protetor solar é aplicado para proteger a pele do rosto.
A sessão tem duração média de 30 minutos e é realizada na própria clínica em todos os dias e horários de atendimento, de acordo com a disponibilidade de agenda.
Quando os vasos desaparecem após o tratamento?
O resultado do laser transdérmico não é imediato.
Tanto o dano térmico (laser) quanto o dano químico (escleroterapia) iniciam um processo biológico que leva dias a semanas para se completar: o organismo detecta as células danificadas na parede do vaso e libera mediadores inflamatórios.
Esses mediadores atraem células do sistema imunológico chamadas macrófagos que, literalmente, "comem" (fagocitam) as células mortas. Assim, o vaso é progressivamente eliminado, sendo que o tempo para que isso ocorra depende principalmente do tamanho do vaso. As telangiectasias (vasinhos menores que 1 mm) demoram de 7 a 10 dias e as veias azuladas maiores (1 a 3 mm) desaparecem em 2 a 3 semanas. (Goldman MP, 2017)
Como é a recuperação e quais os cuidados pós-sessão?
Uma das principais vantagens do tratamento com laser é a recuperação praticamente imediata. Podem ocorrer leve vermelhidão e inchaço local, que costumam desaparecer de 2 a 24 horas.
Atividade física leve (caminhada): liberada imediatamente após a sessão.
Atividade física intensa (academia, corrida): aguardar 4 a 6 horas para evitar hematomas.
Exposição solar: evitar sol direto na área tratada e usar protetor solar FPS 30 ou maior nos dias subsequentes.
Qual a quantidade indicada de sessões?
O número de sessões varia conforme a extensão e quantidade de vasos. Na maioria dos casos, 2 a 3 sessões são suficientes para resultados significativos.
Quais os possíveis efeitos adversos e complicações?
Todo procedimento médico pode apresentar efeitos adversos, e é importante que a paciente esteja informada.
Comuns e esperados (incidência maior que 10% nos estudos)
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Edema (inchaço): em torno de 60 a 90% das pacientes nas primeiras 24 a 48 horas, resolve-se em 2 a 3 dias (Miyake RK et al., 2009 · Nasser et al., 2024)
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Equimoses (manchas roxas) puntiformes nos pontos de microinjeção: 15 a 40% das pacientes, desaparecem em 7 a 14 dias (Bertanha et al., 2021 · Rodrigues, Puggina et al., 2025)
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Pequenas crostas superficiais (Nd:YAG 1064 nm): 20 a 35% das pacientes, caem espontaneamente em 5 a 10 dias (Miyake RK et al., 2009 · Moreno-Moraga et al., 2014)
Frequentes (incidência de 5 a 10% nos estudos)
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Hiperpigmentação persistente (manchas escurecidas): 5 a 12% das pacientes no CLaCS com glicose devido a depósito de hemossiderina (pigmento de ferro do sangue) ou por resposta inflamatória cutânea. Quando ocorrem, 70% desaparecem espontaneamente em 6 meses e 90 a 99% em 12 meses. Casos persistentes podem ser tratados com cremes clareadores, laser Q-switched ou picossegundos (Nasser et al., 2024 · Rodrigues, Puggina et al., 2025 · Bertanha et al., 2021 · Goldman M et al., 1995 · Thibault & Wlodarczyk 1994 )
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Matting telangiectásico (nuvem de microvasos no local tratado): 5 a 10% das pacientes no CLaCS. Geralmente regride em 3 a 12 meses; casos persistentes são tratados com laser transdérmico complementar (Rodrigues, Puggina et al., 2025 · Davis LT & Duffy DM, 1990)
Raras (incidência menor que 5% nos estudos)
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Queimadura cutânea superficial pelo laser transdérmico: 0,5 a 3% das pacientes. Mais comum em peles morenas escuras e negras, em vasos muito superficiais ou com bronzeamento recente. Tratamento com cicatrizante tópico; resolução em 2 a 4 semanas, geralmente sem cicatriz (Miyake RK et al., 2009 · Moreno-Moraga et al., 2014)
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Flebite superficial em veia reticular tratada: 1 a 4% das pacientes. Aparece como um cordão endurecido e dolorido no trajeto e é resolvido com a drenagem do coágulo, compressas frias e anti-inflamatórios (Bertanha et al., 2021)
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Necrose cutânea focal por extravasamento acidental: <1% das pacientes. Lesão pequena, superficial, cicatriza com curativo padrão em 2 a 4 semanas. (Miyake RK et al., 2009 · Bertanha et al., 2021)
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Alergia ao esclerosante: 0,01 a 0,3% das pacientes. Geralmente, ocorrem manifestações leves (urticária, prurido) e são tratadas com antialérgicos (Guex et al., 2010 · Bertanha et al., 2021)
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Dor de cabeça, tosse seca ou distúrbios visuais transitórios por liberação de endotelina-1: <0,5% das pacientes. São sintomas que desaparecem espontaneamente, em minutos a horas. Não necessitam nenhum tratamento específico. (Frullini et al., 2011)
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Trombose venosa profunda (TVP): nenhum caso foi reportado nos principais estudos científicos. O risco é teórico, mas pacientes com fatores de risco individuais (trombofilia, TVP prévia, anticoncepcional de alta dose, imobilidade, neoplasia ativa, gestação/puerpério) devem ser avaliados caso a caso (Nasser et al., 2024 · Rodrigues, Puggina et al., 2025 · Bertanha et al., 2021)
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Anafilaxia (alergia grave): extremamente rara, ~0,01 a 0,05% das pacientes, descrita com polidocanol em concentrações mais altas. Não há relatos na literatura científica para a combinação glicose + polidocanol 0,25% (Guex et al., 2010 · Bhole et al., 2012)
Tecnologia utilizada na clínica Dra Juliana Puggina
A clínica conta com equipamentos de última geração para a realização do CLaCS:
• Laser Zye Vydence (ND-YAG 1064nm): equipamento de alta potência para tratamento transdérmico de vasinhos e microvarizes
• VeinViewer (realidade aumentada): projeta o mapa das veias sobre a pele em tempo real, permitindo visualização precisa de veias nutrizes invisíveis a olho nu
• Ultrassom Sonosite: ultrassonografia de alta resolução para mapeamento vascular completo antes e após o procedimento
• Resfriador de pele Freddo: sistema de ar gelado (-20 a -30°C) que garante conforto durante toda a sessão
O CLaCS dói?
A dor é mínima graças ao resfriamento contínuo da pele durante todo o procedimento. A maioria das pacientes descreve a sensação como pequenas "picadinhas" toleráveis. Não é necessária anestesia. Para pacientes com alta sensibilidade, a clínica oferece sedação consciente com óxido nitroso como opção.
O tratamento deixa manchas?
Manchas escurecidas (hiperpigmentação) podem ocorrer em 5 a 12% dos casos. São causadas por depósito de hemossiderina (pigmento de ferro do sangue) ou por resposta inflamatória da pele. (Rodrigues A. et al, 2025)
A boa notícia: 70% desaparecem espontaneamente em 6 meses e 90 a 99% em 12 meses. (Goldman MP, 1995)
A drenagem de coágulos 1 a 3 semanas após a sessão reduz significativamente essa incidência. (Scultetus AH et al, 2003)
Para peles com tendência a manchar, a preferência é usar glicose como esclerosante principal e potência menor no laser.
Os vasinhos podem voltar?
Vasinhos e varizes têm componente genético importante (até 90% de chance se ambos os pais têm varizes) e por enquanto ainda não possui nenhum tratamento curativo. (Cornu-Thenard A et al, 1994)
O tratamento resolve as veias doentes naquele momento, mas não altera a predisposição genética. Ao longo dos anos, veias que eram saudáveis no momento do tratamento podem se tornar varicosas. Isso não significa que o tratamento falhou — significa que a doença é crônica e progressiva.
Ainda assim, tratar é fundamental. Varizes não tratadas evoluem em efeito "bola de neve": sobrecarregam o restante da circulação e podem levar a complicações como trombose, dermatite ocre, lipodermatosclerose e úlceras varicosas. O risco do tratamento é mínimo; o risco de não tratar é progressivo e real.
Sobre a autora
Dra. Juliana Puggina é médica cirurgiã vascular.
Formada em Medicina pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com residência médica em Cirurgia Vascular e Doutorado em Ciências (Ph.D.) pela Universidade de São Paulo (USP).
Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular e da American Vein & Lymphatic Society.
Membro do corpo clínico dos principais hospitais de São Paulo como Hospital Albert Einstein, Hospital Sírio Libanês e Hospital Vila Nova Star.
Palestrante em centenas de congressos e eventos nacionais e internacionais
Diretora Científica do Instituto Circular que forma médicos cirurgiões vasculares do mundo todo, que buscam excelência no tratamento das veias.
Conheça as pesquisas científicas da Dra. Juliana


